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1 de out. de 2012

Anjos


Hoje, caminham anjos comigo.
Cantam hinos
Cantam risos
Cantam a vida.

Também sou criança, velha,
 E a inocência sempre me enfeitiça.

Minha infância é meu abrigo
Onde ainda brinco com o futuro
Como se ele já não estivesse comigo,
Ou por mim já não tivesse passado.
E quando vejo o sentido da vida no riso do Rapha
E nos olhos da Raissa!...
Melhor senti-lo calados.

Ah, Raquel; Também te vejo, a criança que fostes. Linda!...

26 de set. de 2012

Atitude do amor

O amor rói,
Sem nenhum pudor,
Todo pudor que o homem constrói;
Depois,
Destrói e reconstrói,
Com todo pudor,
O amor.

25 de set. de 2012

Apelo

Meu corpo pedia para entender-se com teu corpo
Teu corpo correspondia

Nós os ignoramos
Nós nos omitimos.

Para não pecar, pecamos
Para não viver, fugimos.

Contudo,
Ainda há tempo
Ainda existimos.

Todavia, morremos;
Embora ainda nos sentimos.

24 de set. de 2012

Agora eu sei


Bom, agora eu sei
porque tive sobre mim os afagos das mãos da esperança
e a luz do sol clareando os caminhos.
Agora sei
porque fui levado pela inocência a apanhar flores entre espinhos...

Porque vivi os dias mais belos na companhia de uma amiga maravilhosa
_ uma mulher linda _ que tem generosidade nas atitudes e no olhar.
Eu vivia, embora não soubesse, junto à felicidade
sob olhar luminoso de um sol cálido
que tem o sorriso como um frescor de brisa.

Agora sei o que é o amor.
E conheço do amor todos os sentidos
embora não tenha dele o fruto colhido
tampouco tenha do seu perfume usufruído
e do sabor exótico provado, divinal...
Contudo, exultou-me a vida conhecê-lo.
E ainda meu olhar e meu coração jubilam-se ao vê-lo.

Fruto temporã
que desde a infância cobiço e minhas mãos não alcançam
que tão cedo amadureceu e tão tarde se me apresentou sua forma, sua cor, seu perfume...
e ocultou-me cruelmente o conhecer na amplitude sua beleza...
e o conceber a concepção aos sentidos toda percepção do seu sabor.

Agora crescido, engenheiro estrategista, ainda cobiço
o fruto da árvore amor;
e ainda tão debilitado e ingênuo sou
quanto a antiga criança
o velho homem, criança que errou.

Agora sei que o amor é a inocência que doma o homem;
é a caça que aprisiona o caçador.

Agora sei:
o sol é mais perfeito que o arco-íris
porque é magnífico e constante.